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quinta-feira, fevereiro 13, 2014

BRASILEIROS JÁ TREINAM PARA DISPUTA DO RIO OPEN 2014

Thomas Bellucci treina sob forte calor
para o Rio Open(Foto: Inpress/Divulgação)
Os brasileiros já estão treinando duro nas quadras do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, visando a estreia no Rio Open. O maior torneio da América do Sul começa neste sábado, com o qualifying das chaves masculina e feminina, com entrada gratuita para o público. A chave principal terá início na próxima segunda-feira. A competição se destaca no continente por ser a única a reunir as disputas de um ATP 500 e de um WTA Internacional. A premiação é de US$ 1,309,707 milhão para os homens e US$ 250 mil para as mulheres.

Thomaz Bellucci e João Olavo Souza, convidados da organização para a chave de simples do Rio Open, estão treinando duro sob o forte sol carioca desde terça-feira, já se preparando para a estreia na próxima semana.

“Estou muito motivado, espero que consiga fazer um grande torneio", disse Bellucci que está acompanhado pelo técnico espanhol Francisco Clavet.

Bruno Soares, melhor duplista brasileiro e 3o do mundo na modalidade, também já chegou ao Rio e treinou com seu parceiro, o austríaco Alexander Peya. Esta será a primeira vez que a dupla jogará no Rio de Janeiro e o título é o objetivo.

Campeão de seis títulos só em 2013, entre eles o Masters 1000 do Canadá, além de cinco vice-campeonatos incluindo o US Open e os Masters 1000 de Paris e Madrid, o mineiro Bruno comentou a sorte da torcida carioca em receber um evento deste porte com a presença de grandes nomes do esporte mundial.

“O carioca terá a grande chance de ver de perto o Rafael Nadal jogando em um evento super bacana. Ele é número 1 do mundo, um cara importante para o esporte e que só traz coisas boas para o tênis, e estará aqui durante os próximos dias. Não dá para perder a oportunidade”, comentou Bruno. Além de Rafael Nadal, os torcedores também poderão assistir partidas de David Ferrer, número 5 do mundo, do italiano Fabio Fognini, 14o da lista e outros nove top 50. No feminino, Klara Kolpalova, 34a da WTA, Francesca Schiavone, 43a  e a argentina Paula Ormaechea, 59a do ranking mundial. Entre as brasileiras, teremos Teliana Pereira, 92a e Paula Gonçalves, esta convidada da organização.

Os jogos do qualifying no final de semana serão abertos ao público, a partir das 10 horas.

domingo, setembro 08, 2013

Bruno Soares joga a final de duplas do US Open neste domingo

Bruno Soares joga final ao lado de Alexander Peya
neste domingo em Nova York ( Foto: Divulgação)
O mineiro Bruno Soares disputa neste domingo, a partir das 13h (de Brasília), a final de duplas do US Open ao lado do austríaco Alexander Peya contra os experientes Leander Paes e Radek Stepanek, em busca do seu segundo título de Grand Slam, o primeiro nas duplas masculinas após ter vencido no ano passado as duplas mistas em Flushing Meadows.

Antes de disputar a final, Bruno Soares concedeu entrevista à Confederação Brasileira de Tênis e falou um pouco de sua expectativa para buscar o seu maior título da carreira, além de comemorar o bom momento para as duplas do tênis brasileiro, que neste ano alcançaram as semifinais de três dos quatro torneios de Grand Slam, sendo que esta será a segunda final de brasileiros na temporada na chave de duplas, após o vice-campeonato de Marcelo Melo com o croata Ivan Dodig em Wimbledon.

"Acho que o astral é muito positivo para as duplas do tênis brasileiro. Todos os resultados que tivemos foram muito importantes e agora o que dá para esperar é ir em busca do título. Acho que estamos na final porque mostramos que estamos no nível para conquistar isso. Temos mais uma parada dura na frente, mas vamos encarar, fazer nosso jogo e entrar de forma tranquila", afirma Bruno Soares.

Com as partidas de duplas sendo transmitidas pelas duas emissoras de TV que exibem o US Open, Bruno Soares comemorou o fato de poder ajudar a melhorar a divulgação do tênis e analisa que o esporte tem muito a crescer com o espaço que está sendo conquistado.

"A gente sabe o tanto que a mídia é importante para divulgar tudo isso. Acho que não adianta a gente vir aqui e ter esses grandes resultados ao longo do ano se você não fica sabendo e não tem a oportunidade de acompanhar. O pessoal está fazendo um grande trabalho mostrando isso, divulgando o tênis. E isso ajuda demais nessa parte, é muito importante para o tênis brasileiro, ajuda demais o nosso esporte a crescer", afirma o duplista mineiro, que também vê com bons olhos a possibilidade de os juvenis que estão chegando terem referência para buscar crescer na modalidade.

"Isso é muito bacana, de o pessoal poder olhar e ver que tem gente correndo atrás, tem gente obtendo sucesso. E podem ter alguém para se espelhar, isso é muito bacana. Acho que ajuda demais a incentivar o pessoal que está começando nesta vida agora", completa.

Assim como a divulgação, Bruno Soares destaca também a importância do apoio das entidades que cuidam do esporte aos jogadores e também o envolvimento das empresas que patrocinam e ajudam com os custos, que neste nível são bastante elevados para os atletas que viajam a cada semana para torneios.

"É fundamental tudo isso o que está acontecendo, a Confederação, os Correios, os meus patrocinadores BMG, MRV e Asics, acho que sem esse apoio é praticamente impossível você conseguir alguma coisa. A gente sabe o custo do esporte para se ter uma equipe de alto nível, para financiar viagens, treinamentos, tudo o que um atleta precisa. O apoio é fundamental, sem esse tipo de coisa acho que a gente não consegue ir para a frente", afirmou Bruno Soares, direto de Nova York.

Ainda sem uma divulgação oficial da ATP de que jogará o ATP Finals de Londres, torneio que reúne os melhores jogadores da temporada, Bruno Soares já sabe que está classificado e agora torce por Marcelo Melo para que o Brasil tenha dois representantes na competição.

"O Masters já está garantido, eu não sei porque a ATP não anunciou agora. Depois do Canadá já está garantido. O Marcelo também está muito perto, esse resultado foi muito importante para ele estar na briga agora, está entre os oito e agora é correr atrás no final do ano para garantir essa classificação que vai ser muito importante, botar dois lá no Finals. Um ano muito bom para nós", finalizou Bruno Soares, que venceu a semifinal do US Open justamente contra a dupla de Marcelo Melo na primeira vez na história do tênis brasileiro em que dois tenistas do país se enfrentaram em uma semifinal de Grand Slam.
 

quinta-feira, setembro 05, 2013

Bruno e Marcelo fazem semifinal histórica para o Brasil no US Open

Esta será a primeira vez que dois brasileiros se enfrentam
na semifinal de um Grand Slam (
Foto: João Pires/VIPCOMM)
O tênis brasileiro conquistou um grande resultado nesta quarta-feira com a classificação do mineiro Marcelo Melo para as semifinais de duplas do US Open ao lado do croata Ivan Dodig e terá pelo segundo Grand Slam seguido um representante na final de duplas masculinas, uma marca inédita para o país, que nos quatro torneios de Grand Slam do ano esteve na semifinal de duplas em três e na final de dois.

Esta também é a primeira vez na história do tênis que dois brasileiros se enfrentam em uma semifinal de Grand Slam, já que Marcelo Melo e Ivan Dodig terão como adversários o brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya, em semifinal que acontece nesta sexta-feira, por volta das 14h30 (de Brasília), na quadra Louis Armstrong, e deve ter transmissão de TV ao vivo nas emissoras que estão exibindo o torneio no Brasil, a ESPN e o Sportv.

Marcelo Melo e Ivan Dodig venceram na tarde desta quarta-feira a dupla do britânico Dominic Inglot e o filipino Treat Huey por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3. A semifinal contra Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya, garantindo o Brasil na final em Flushing Meadows.

A temporada de 2013 marca um grande desempenho dos brasileiros nas duplas. Bruno Soares e Marcelo Melo levaram o Brasil às semifinais dos últimos três Grand Slams do ano: Roland Garros, Wimbledon e US Open, sendo que nos dois realizados do segundo semestre um jogador do país disputa a final, além das duplas mistas, que teve Bruno Soares vice-campeão em Wimbledon e semifinalista no US Open.

Marcelo Melo foi vice-campeão de Wimbledon ao lado do croata Ivan Dodig nas duplas masculinas, enquanto Bruno Soares foi vice-campeão das duplas mistas no mesmo torneio ao lado da norte-americana Lisa Raymond. Os dois são os tenistas brasileiros com mais títulos de duplas na história da ATP. Bruno é o recordista do país com 15 títulos (cinco neste ano) e Marcelo é o segundo da lista com 11 conquistas (uma neste ano).

"Estamos jogando muito bem. Este ano fizemos excelentes jogos, especialmente em torneios grandes. Espero conseguir fazer mais um bom jogo para seguir em frente", afirma Marcelo Melo.

Bruno Soares e Alexander Peya formam a atual dupla número 2 do mundo, com o brasileiro tendo alcançado a quarta colocação na ATP, igualando Cássio Motta com o melhor ranking de um tenista do país. Marcelo Melo também está em seu melhor ranking, com a 14ª colocação, e com a campanha no US Open vai subir, no mínimo, para a 12ª posição, podendo entrar no top 10 pela primeira vez caso avance à final.

No ranking da próxima segunda-feira, os dois tenistas brasileiros estarão na faixa de classificação para o ATP Finals, com Bruno Soares e Alexander Peya em segundo lugar, enquanto Marcelo Melo e Ivan Dodig devem aparecer no mínimo na quinta colocação. Para Soares e Peya, basta alcançar a final do US Open para assegurar matematicamente a vaga. Já Marcelo Melo e Ivan Dodig, a campanha nos Estados Unidos vão depender apenas deles mesmos para se manter entre os oito melhores e conseguir a vaga, o que pode vir em caso de título em Flushing Meadows.

Na Era Moderna do tênis, nem mesmo com Gustavo Kuerten o Brasil esteve em duas finais seguidas de Grand Slam em um mesmo ano no tênis masculino, assim como as três semifinais consecutivas nas duplas são inéditas para o país, que hoje é o quarto em número de duplistas no top 100, com seis atletas (Bruno Soares, Marcelo Melo, André Sá, Marcelo Demoliner, Thomaz Bellucci e João Souza), perdendo para Estados Unidos (oito), Alemanha e Grã-Bretanha (ambos com sete) e igualando à França, que também soma seis.