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quinta-feira, agosto 07, 2014

Oito brasileiros mantém chance de título no GP do Rio de Badminton

Diante do alto nível da competição, Brasil evolui e
sonha com medalhas de ouro(Foto: Marcello Dias)
Atletas experientes, asiáticos extremamente habilidosos e nervosismo por jogar em casa. Esses foram os obstáculos que os brasileiros que entraram em quadra nas oitavas de final do Yonex Grand Prix Brasil de Badminton, nesta quinta-feira (07.08), tiveram pela frente. E, apesar de algumas baixas, oito avançaram para as quartas de final e mantiveram o sonho de ganhar um ouro em casa.
E ninguém está mais em casa do que as irmãs Vicente. Lohaynny e Luana são cariocas e foram reveladas para o badminton num projeto social da Favela da Chacrinha, a poucos quilômetros do Campo dos Afonsos, onde está sendo realizado o GP.

As duas disputam juntas a categorias duplas femininas. E, apesar de julgarem não terem feito seu melhor no confronto com as peruanas Winder e Zornoza, garantiram seu lugar nas quartas de final (3 games a 2) e enfrentarão agora as compatriotas Paloma da Silva e Marta Lopes, previamente classificadas, nas quartas de final.

“Não jogamos tão bem quanto poderíamos. Sei que poderíamos ter feito um jogo melhor e é isso que levaremos para o restante da competição”, sintetizou Lohaynny.

Luana lembrou que o fato de jogarem em casa e a real possibilidade de conquistar um bom resultado pesou. “Era estreia e colocamos um peso em cima de nós, uma pressão nossa mesmo. Por isso acabamos perdendo a cabeça em alguns momentos, mas nos recuperamos e vencemos”.

As irmãs tiveram que ‘se separar’ por mais de um ano, em virtude de uma lesão de Luana, no joelho esquerdo. Ela ficou parada, tratando-se e Lohaynny jogou na duplas femininas com outra companheira. Veio a recuperação, a dupla se juntou novamente e agora espera ser coroada.

“Estamos acostumadas a jogar juntas. É bem melhor ter ela ao meu lado, pois treinamos juntas desde sempre. Na minha outra parceria, tive que me adaptar e o tempo para treinar nem sempre era o suficiente. Assim que ela voltou a treinar, voltamos a parceria”, disse Lohaynny, que também avançou nas duplas mistas. Ao lado de Alex Tjong, ela venceu os norte-americanos Howard Shu e Eva Lee no tie-break e agora terá pela frente os peruanos Mario Cuba e Katherine Winder.

Nas duplas femininas, Paula Pereira e Fabiana Silva também avançaram para as quartas. Elas venceram as peruanas Daniela Macias e Danica Nishimura por 3 games a 0.


Brilho no simples masculino

Melhor brasileiro no ranking mundial masculino, Daniel Paiola fez valer sua condição de cabeça de chave nesta quinta. Diante do italiano Maddaloni, teve que suar bastante a camisa para vencer o jogo por 3 games a 2 e continuar sonhando com um grande resultado em casa.

“Abri uma boa vantagem, mas o Meddaloni foi muito bem no terceiro game. No quarto, fui eu que vacilei. Tive quatro match points e não confirmei. Só que não abaixei a cabeça. Segui as instruções do treinador, voltei a controlar o jogo e fechei a partida”, analisou Paiola, que agora terá pela frente o melhor jogador da América Latina.

“Jogarei as quartas contra o Osleni Guerrero, de Cuba. Atualmente ele é o 45º do mundo e o melhor da América Latina. Vai ser muito difícil. Já nos enfrentamos antes, nunca consegui vencê-lo, mas mantenho a confiança. O ranking é importante, mas não decide jogo. O fato dele ser melhor ranqueado não representa que eu perderei a partida. Vou em busca de mais uma vitória para o Brasil”, finalizou Paiola.


Estrela “Made in China”

As estrangeiras dominaram as oitavas de final da categoria. Diante de grandes adversárias, as três brasileiras que brigavam por um lugar nas quartas foram derrotadas. Ana Paula Campos perdeu sua partida para a eslovaca Jana Ciznarova, Lohaynny Vicente  para a japonesa Sayaka Sato e Fabiana Silva para a chinesa, naturalizada norte-americana, Bo Rong.

Outra chinesa naturalizada norte-americana estreou nesta quinta no no Yonex Grand Prix Brasil de Badminton. Beiwen Zhang é a melhor atleta feminina da competição, ocupa a 21ª posição no ranking mundial e está no Brasil para se adaptar ao novo sistema de pontuação (Até 5 games de 11 pontos). Além disso, já sonha com os Jogos Olímpicos.

“Vim para o Brasil para me testar no novo sistema de pontuação. Para a minha estreia, procurei me concentrar bastante, desde o aquecimento. Consegui impor meu ritmo e acho que fui bem. É bem legal poder jogar na cidade onde serão realizados os próximos Jogos Olímpicos. Ainda não estamos jogando onde o badminton será disputado em 2016. Se o GP fosse realizado neste local, sem dúvida teríamos ainda mais atletas tops. Caso exista essa possibilidade no próximo ano, estarei aqui novamente”, disse Zhang.